segunda-feira, junho 21, 2010

Desde Quando


Não dá para saber... Desde sempre? Son(nh)o. E é durante a ação que o inconsciente vem à tona e nos toma. Inunda-nos! Como se uma comporta tivesse sido escancarada e a correnteza passasse a dezenas de quilômetros por hora... Carregando uma infinidade de detalhes e deixando, em contrapartida, grandes consequências.

Desde quando se sonha, é preciso ter em mente que se faz preciso estar acordado. Este é o acordo. Olhos abertos. Pés no chão... Mãos ao alto (por vezes). Porque se espera que assim chamemos a atenção de Deus. E Ele nos vê. Fato! Independentemente de como nos movimentamos. Pouco importa o fluxo de nossa urgência e necessidade. Desde quando sonhamos...

Com um amor impossível. Invisível como o ar. Como a água que não refresca. Mais distante que a intocável estrela. Perto e longe. Dentro e fora. Sonho. Desde quando?

Olhar distante. Que belo horizonte! Longe... Quase fictício. Tudo preso pelas janelas. Não da sala de sua casa, apenas. Mas da alma. Imaginativa. Enganadora. Infantil. Imprescindível.

Desde quando se está disposto a correr pelas ruas. Buscar seus ideais. Contar com a proteção divina. Encontrar soluções para os problemas que encobrem a aurora. 

Desde quando se quer ser atrevido o bastante para não deixar de sonhar. Com prudência. Apaixonado. Intenso.

Desde quando você se despe da coerência. Esquece de corrigir e corrigir(-se). Apenas sonha. Desde quando considera importante. Importa. Porta. Que se abre. Quando se sonha. Desde quando se sonha.

domingo, junho 13, 2010

Sem cortes, claquetes ou interrupções. Gravando!




Outra manhã cinzenta. Fria. E triste! Sem motivos aparentes. Sem revelações convincentes. Só marasmo. Nem uma única novidade. Como um filminho "água com açúcar". Um roteiro pobre, com atores anônimos. Sem ápice. Só começo e meio. Sem perspectiva de fim. Não há tempo para novas tomadas. As falas não podem ser repassadas e as emoções serão mostradas como forem expressas. Sem muita maquiagem. O figurino de péssimo gosto. Iluminação baixa. Enfim, um drama de quinta categoria, que nem os menos entendidos parariam para assistir. Cenas monótonas. Cores mortas. Trilha sonora inadequada. E o pior é que o diretor tem noção de todos esses deslizes. Mas ele nem se importa! Com o orçamento miserável ao seu dispor, foi o que deu para fazer! Esse fiasco, por pior que seja, vai ser produzido. Ainda que seja para servir de referência para aquilo que o universo cinematográfico não deverá fazer! Porque enquanto houver a ficção, a farsa e fantasia continuarão a existir... Com uma linguagem disfarçada que "coisifica" o homem e humaniza a coisa.