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quarta-feira, agosto 10, 2011

Seu Esforço, Seu Sucesso, Seu Sucesso, Sua VIDA



Começarei meu discurso, senhores, dizendo que não importa o quão intensamente você se esforce... Jamais será o bastante! Haverá sempre um fulano a criticar-lhe; uma fuxiquenta a atazanar-lhe a vida. Para os tristes e desprovidos de expectativas, tudo quanto você fizer, por mais alto que consiga chegar, jamais será o bastante. Mesmo que eles o estejam vendo “de baixo”.

Prezados, a que você propõe? Por quê? Para quando? Estes já não são questionamentos por demais importantes para que se preocupe com o “mau desejo” de outrem? Independente da quantidade de mísseis que lançarem em sua direção, prossiga rumo ao alvo. Permita-se bambear, até, mas jamais cair! Mova-se por mais pesados que seus passos pareçam. Pare, vez por outra, para encher os pulmões, todavia não perca o foco. Mire-se no futuro, sem deixar de absorver tudo de bom que o presente lhe propõe. Olhe nos olhos daqueles que não lhe querem bem. Ofereça a mão a quem se apresente fraco – sem deixar que isso te enfraqueça.

Porque para os indecisos, confusos e inseguros é assim: ser determinado é orgulho e mostrar-se sensível, debilidade. Daí a importância de manter-se sempre à frente. Sem considerar a largura dos passos, desde que os mesmos sejam dados... Por mais difícil que pareça, jamais deixe de acreditar, "ouvintes". Os projetos são o combustível que nos aceleram. Eles turbinam nossos pés. Prossiga... Acredite! Afinal, como já observara Lispector: é possível sonhar com o que você quiser; ir para qualquer lugar.; ser o que  e quem você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se tem vontade. Ter felicidade estocada para fazê-la doce. Guerras para fazê-la forte. Tristeza e saudade para fazê-la humana. E esperança o bastante para fazê-la feliz.



domingo, março 20, 2011

Meu Circuito :.




Em órbita. Meu mundo está sempre assim. Ora mais rápido. Ora quase parando.  Pairando. Sobre sonhos que jamais perderão seu status.

Eu devaneio. Mais nas alturas que com o pé no chão. Que sempre se abre numa cratera feia e monstruosa, que deseja me abocanhar, faminta! É por isso que flutuo, nessa minha maneira torta de voar por lugares desconhecidos e entre pessoas que já não sei mais quais e quantas são. Tudo numa lógica insana, soprada por uma brisa sorrateira que, embora sutil, é constante.

Meu instante se resume a uma estante velha e fantasiosa, na qual acumulo historinhas chulas e insignificantes, que costumam ter o poder de me levar alto para reescrevê-las sob outra perspectiva. Tudo num espaço distante. Destoante. Ante a uma galáxia vasta e sustentadora de indivíduos solitários. E eu pressinto a falta de um tempo nunca vivido; de sentimentos jamais desabrochados.

Eu dou voltas. Em viagens só com idas. Numa trajetória solitária e flutuante, rumo a um universo finito e perfeitamente disforme, tal qual as coisas e a humanidade costumam ser, em essência.

NOTA: Imagem retirada de www.deviantart.com

sábado, julho 17, 2010

Quem Está no Centro, "Roda"


A frustração de boa parte do genêro humano reside no fato de o mesmo esperar muito do outro.

Gradativamente o homem se torna mais independente e, por conseguinte, individualista. O centro é si próprio. E, portanto, mesmo que conviva com outras pessoas, não existe a preocupação de demonstrar a importância das mesmas para o seu viver. E, de fato, para alguns o "próximo" não tem lá muita relevância mesmo. Mais valem os desejos, sonhos e projetos individuais.

Longe de ser um discussão científica e/ou intelectual. Isso aqui é só um desabafo. E é melhor que eu o faça agora, quando nada de muito grave aconteceu. Já passei por "maus bocados". Já tirei gente do poço que, ao sair, puxou-me para lá. Perdi a conta de quantas vezes já afastei as "pedras do caminho" para que meus "amigos" passassem e, ao fazê-lo, eles jogavam cascas de banana para que eu escorregasse. Eu me machuquei! Porém, sarou. Uma cicatriz aqui; uma outra manchinha ali, contudo tenho superado.

Meu erro, bem como o da maioria de minha espécie, é esperar que os "mais chegados" façam o que eu faria; ajam como eu agiria; doem-se como eu me doaria... E se dependesse da grande maioria, minha hemorragia  não passaria jamais. Arrisco a supor que alguns fariam questão de abrir um pouco mais a ferida...

A gente sara, todavia. Demora, entretanto acontece. Mesmo assim, não vou aprender! Continuarei crendo que, em meio a este rebanho faminto, haverá uns escassos personagens de bons coração. Que entendem que, para girar, o planeta precisa de vida. De boas vidas. Que confirmem que é a união e o coletivismo que fazem os ciclos valerem à pena.