quinta-feira, abril 07, 2011

Em 2012, Britney Spears dança!

A história da Fênix é mesmo muito interesssante! Metaforicamente, muita gente adora utilizá-la em ilustrações ou explanações. Essa pegada de regenerar-se, refazer-se, superar-se, "dar a volta por cima" ... E, embora batida, não dá para deixar de aplicá-la a Britney Spears. A princesa do pop, como é denominada, começou muito cedo sua carreira e já passou por maus bocados. Tropeçou, deslizou, estatelou-se com a cara no chão, mas conseguiu, graciosa e arduamente - esta última parte a mídia não gosta de explorar (não é vendável, entende?) - remontar-se.

Depois de muita expectativa, "Femme Fatale", o último álbum da cantora, chegou com tudo! Trazendo como primeira música de trabalho "Hold it Against Me", cujo clipe mostra, exatamente, as complicações pelas quais Britney já passou - sugerindo que a maior barreira da estrela é ela mesma -, o disco é o mais procurado em toda a América, com mais de 280.000 cópias vendidas (um número incrível, principalmente se considerarmos a "Era Digital").

Por essas e outras, o assunto mais comentado no universo da música foi o lançamento, ontem, do videoclipe "Till the World Ends" (Até o Mundo Acabar). Mais produzida que nunca, a loura aparece poderosa! Num espaço subterrâneo, niguém se preocupa, ainda que tudo esteja sendo destruído lá fora. Todos dançam avidamente, sob comando da gata. A fotografia é bastante similar a algo já feito por Christina Aguilera, em 2002, nas filmagens de "Dirty", mas essa correlação não desfavorece, em quase nada, o hit do momento.

Com a mesma fórmula de sempre (e um pouco menos de gemidos),  "Till the World Ends" possui um refrão simpático, com frases curtas que grudam como chiclete. Satisfeita, Spears sorri após constatar que a Terra continua inteira. No entanto, antes disso, ordena: "Continue dançando até o mundo acabar!"




domingo, março 20, 2011

Meu Circuito :.




Em órbita. Meu mundo está sempre assim. Ora mais rápido. Ora quase parando.  Pairando. Sobre sonhos que jamais perderão seu status.

Eu devaneio. Mais nas alturas que com o pé no chão. Que sempre se abre numa cratera feia e monstruosa, que deseja me abocanhar, faminta! É por isso que flutuo, nessa minha maneira torta de voar por lugares desconhecidos e entre pessoas que já não sei mais quais e quantas são. Tudo numa lógica insana, soprada por uma brisa sorrateira que, embora sutil, é constante.

Meu instante se resume a uma estante velha e fantasiosa, na qual acumulo historinhas chulas e insignificantes, que costumam ter o poder de me levar alto para reescrevê-las sob outra perspectiva. Tudo num espaço distante. Destoante. Ante a uma galáxia vasta e sustentadora de indivíduos solitários. E eu pressinto a falta de um tempo nunca vivido; de sentimentos jamais desabrochados.

Eu dou voltas. Em viagens só com idas. Numa trajetória solitária e flutuante, rumo a um universo finito e perfeitamente disforme, tal qual as coisas e a humanidade costumam ser, em essência.

NOTA: Imagem retirada de www.deviantart.com