Sei lá. Mas deu vontade de chorar. De gritar. De sumir. De fingir. Da realidade que, na maioria das vezes, parece mentira. Dura. Nua. Crua. Rua... Por onde transitam todos os meus amigos. Aqueles que me fazem enxergar como sou, apesar de me "pintarem" de uma outra maneira. Salto os ladrilhos. Subo nas calçadas. Tropeço. Peço... Para que, se não puderem andar, estejam sempre comigo. Seguindo rumo ao desconhecido. Explorando novos cenários. Escondendo segredos.
São tantos enredos! Incontáveis medos. Impenetráveis situações. Mas pensar que eles existem; que passam por momentos semelhantes é o mesmo que sentir quão bom é viver. Reviver. Rir. Ver.
Não! Definitivamente eu não seria o mesmo se eles não existissem. Se não fizessem de mim alguém supostamente "grande". Eu não teria gás para seguir em frente. Para mergulhar sempre mais fundo. Para ver os corais. Compor os corais. Enfrentar as corais. Pisar firme - ou mesmo nas cabeças das mesmas. Contra o chão. Este que me guia; que nos guia em direção aos declives. Por entre caminhos sinuosos. Pelas veredas inonstantes...
Meus amigos. "Meus caros amigos"! Como é boa esta sensação. De amar e ser amado. De chorar e ser consolado. De andar e saber que, no tempo certo, se chegará, portanto. Por tanto! Eu só agradeço. Amo. E me emociono, bobo. Desorientado. Mas sempre em movimento... Porque sei que há uma estrada para a partida, através da qual torna-se viável o retorno.
Eu tenho amigos que nem sabem que o são...